
O desejo de todo usuário Web, é obter uma navegação sólida e simplória dentro de um web site. Segue-se algumas pré-liminares em sua utilização, como no sistema de navegação de uma loja do mundo real.
Percebe-se sinais de uma hierarquia organizada e personificada, criando habilidade para examinar produtos nas prateleiras até encontrar o que procura, embora de praxe complexo, pois gasta tempo nas decisões cruciais diante das diversidades de variáveis, como familiaridade com o estabelecimento comercial, confiança na habilidade organizacional de forma sensata, tempo curto e fatores correspondentes quanto sua sociabilidade. O método comparativo entre dois mundos virtual e real promove a procura de algo, ou ainda, a pergunta sobre sua busca ao informante. São situações semelhantes que visam o mesmo objetivo, e conseqüentemente estão destinados a tomar decisões para se chegar à alguma conclusão. Se o resultado desta fatoração for negativo, acabará solicitando informação a alguém, ou desistência da navegação. Distingue-se 3 tipos de usuários: Usuários dominados pelas pesquisas, onde a preferência pelos botão de busca é mais importante que a navegação; Usuários dominados pelos links de Nielsen, onde a busca se dá após ter obtido fracasso em todas as “linkagens” do site, e aos demais usuários onde a decisão de iniciar navegando ou pesquisando depende do modo de pensar, do tempo individual de cada um e/ou se o site tem boa navegação quanto aos elementos distribuídos no layout. Quando sua escolha é iniciar pela navegação, utilize de forma hierárquica seus sinais para lhe guiar, como seções e itens de subseções, ou ainda, procurar por um produto nas prateleiras de um supermercado. Intuitivamente clicará no que parecerá certo possibilitando examinar de forma individual as características do objeto de busca. Dependendo da navegação nos casos de dificuldades no acesso, e conseqüentemente falha na busca de um objeto, o usuário vai embora e a confiança de seu site também, reduzindo a reserva de energia do operante estressando-o.
Na web não usamos um sentido físico, onde determinado objeto está. Mas proporcionamos lembranças na hierarquia conceitual e voltamos pelos nossos passos. E as páginas iniciais são locais fixos como a estrela do norte permitindo lhe dá um novo começo quando perdido na web, embora traga benefícios em função de sua leveza na navegação sendo o principal motivo de descontrole do tempo enquanto navega. Também há evidências de fatores negativos provenientes do significado do próprio termo “navegação”, onde temos a instabilidade de ir de um lugar para outro, e ter a noção de descobri onde você está. A navegação não é apenas uma característica de um web site, ela é o web. Temos a conclusão de que é melhor que a navegação seja boa, e dois dos objetivos óbvios desta navegação é encontrar o que estamos procurando, e nos informar onde estamos, pois os menos visíveis é nos dizer algo do qual procuramos, o que existe aqui, como usar o site e adquirir confiança nas pessoas que o criaram revelando seu conteúdo. A navegação clara e bem planejada é uma das melhores oportunidades que um site possui de criar uma boa impressão, pois o uso de convenções na criação de um layout para web site, facilita a distinção entre os elementos de navegação e todo o resto tornando possível o aprendizado do usuário apenas uma vez, é por isso que devemos destacar 5 elementos para uma navegação estável, como a ID do site, seções, botão de início, busca e utilitários que auxiliarão como ferramentas para facilitar o uso do site.
Quando se trata de navegação estável na página inicial não há utilidade, por que possui diferentes obrigações e promessas, e em sites que apresentam formulários, esse tipo de navegação pode ser uma distração desnecessária, atrasando o preenchimento do mesmo, logo, recomenda-se a utilização de apenas a ID de identificação do site, o botão Home e os utilitários para ajudar no preenchimento do formulário, e para reforçar a idéia procurar destacar a identificação no site em todas as páginas do site englobando todo o conteúdo, ou seja, no topo representando o site, tornando-se o fator de mais alto nível da hieraquia lógica do site. As seções são os links da navegação primária voltados para as seções principais, e considerado o nível mais elevado da cadeia hierárquica, e as subseções pertencentes a navegação secundária também auxiliarão na navegação estável. Enquanto os utilitários, não fazem parte da hierarquia de conteúdo, por ser menos proeminente que as seções e na navegação estável é aconselhável acomodá-lo com apenas 4-5 utilitários. Outra importante observação a ser feita é a respeito da navegação em nível baixo, deve-se trabalhar com a mesma atenção da página desenvolvida para o topo, ou seja, a página de nível superior. É de grande valia no período de desenvolvimento de um site apresentar páginas de exemplos de navegação em todos os níveis antes de iniciar a discussão da harmonia de cores para a primeira página. A convenção das páginas exige nomeá-las equivalente ao link anterior com proeminência para auxílio e orientação do usuário no site, enquanto a indicação sobre sua localização na navegação pode ser feita através de barras, listas ou menus navegacionais que apareçam na página destacando-se com distinção visual de cor e texto.
Érika Lopes
Fonte: Não me Faça pensar – Steve Krug
voce se refere a web sites em geral, agora em caso de sistemas web, o artigos será que se encaixa?
Se o sistema do qual se refere é quanto ao tipo de programação de um web site é um fator independente, ou seja, é outro tema, mesmo por que falo de “sistemas de navegação” focado exclusivamente aos design dos sites, acho que é por isso que existe as convenções, mas se existir alguma forma de surfar pela web 2.0 diferente da que citei seria interessante vc comentar para todos que participam da leitura deste artigo =). Agora meu objetivo é buscar aqui um método de desenvolvimento para facilitar e dar para um site o valor que ele merece diante de muitos que nos deparamos na web e falham. Na minha concepção não existe site perfeito, sempre haverá uma aplicação com resultado negativo que passará despercebido no momento da construção, mas podemos ao menos tentar evitar este eventual. Independente do sistema de programação vai do desenvolverdor saber usar as ferramentas necessárias para o seu projeto, afinal opção de escolha todos temos, vai do criador saber ou não usar cada uma.
Abraçossss
Érika Lopes valoriza o poder da comunicação =)
me referi aos “sistemas web” pelo fato que ainda acho um pouco de dificuldade em fazer relação de interatividade entre interface do sistema x usuario, pois mesmo em um sistema o objetivo deste, alem de suprir as necessidades basicas é “obter uma navegação sólida e simplória dentro de um web site”. por isso fiz a pergunta sobre se era possivel usar este artigo em consideração quando se trata de sistema. =)
É nosso objetivo preservar as características dos “elementos necessários” que compõem um website, para assim possibilitar uma navegação mais consistente aos usuários. E o dever do profissional de Design Web é exatamente trabalhar a usabilidade dos sites neste ponto, sua funcionalidade e não apenas focar a beleza de um layout, afinal ele pode ser expressivo mas sem funcionalidade não terá motivo algum para continuar recebendo visitas sem em nada ele contribui, e mesmo a dificuldade do acesso ao conteúdo traz uma referência negativa, além de fazer o usuário perder muito tempo sendo que essa é uma das características que nem todos tem..
Quanta inspiração pelo felipe Memória rs